segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ouro dos tontos


Há tantos tontos disseminando sonhos;
Há tantos planos pra pouco espanto,
Há tanto espanto por sonhos sem encantos.
Somos o que já realizamos,
Um dia seremos o que sonhamos,
Mas há tantos tontos criando padrões de sonhos.
E eu, coitado, um tonto sonhando ser astro;
Um contador de gotas querendo ser frasco.
"Hum" Hei de ser, de fato, motivos de risos.

Há tantos espasmos musculares sonhando serem sorrisos
Há tantos sorrisos que sequer precisam ser vistos.
Há tantos afagos guardados, esperando serem requeridos.
Somos amados pelos sorrisos que despertamos;
Um dia, seremos lembrados nas alegrias de quem amamos.
Mas há tanta gente fingindo ser feliz,
economizando, tolamente, seus poucos sorrisos.
E eu aqui um bobo, sorrindo aos quatros ventos
Um palhaço sem maquiagem e vestimentas.
Há, há, hei de ser, de fato, um bobo feliz.

2 comentários:

  1. Indicado ao Prêmio Dardos
    http://varaldepoesia.blogspot.com.br/2016/01/premio-dardos.html

    ResponderExcluir