domingo, 24 de setembro de 2017

Believe



A razão nunca levou o homem ao impossível.
Se quiseres ir longe, destitui-se das sanidades,
reveste-se das loucuras, e que gritem, que caçoem,
que desacreditem, que lhe arranquem os cílios, os dentes,
no fim, tu ainda rirá de muita gente:
Ou porque conseguiu e pode olhar a todos de frente
Ou por pura loucura mesmo; louco rir de tudo abertamente.

Se tu desejas ir longe, desvia-te do caminho seguido por outros;
Constrói o teu próprio traçado; será mais árduo, mais louco,
mas tesouro de caminho repetido, já foi conquistado por outros;
Então caminhe sozinho, abra florestas, desenrole teu arco-íris,
e estejas ciente que, no final, não encontrarás o pote de ouro.
Tu tens que juntar pedra por pedra, semente por semente e,
findada a tua jornada, terás o teu tesouro e ele será constituído de gente.

Se desejas mesmo alcançar o teu impossível, não temas o ridículo;
incomode, irrite, chateie, seja quente e não morno.
Descabele-se em público, sangre, sue, tire a roupa;
a arte requer homens e não robôs treinados a moda da corte.

Lança fora as fórmulas, os manuais, os mapas...
Qualquer coisa pronta só te levará aos sonhos dos outros.
Tu és único e sabe que a fórmula é
ser louco o suficiente pra, apesar de tudo, sempre seguir...
No futuro, distante ou longe, vivo ou morto,
tu olharás para teus amigos e inimigos e dirá:
Eu consegui porque fui suficientemente louco pra nunca desistir.

E tu?





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