sábado, 21 de fevereiro de 2015

Se tu viesses amanhã


Perdi totalmente a mão, falta inspiração, mas vou postar essa porcaria, que é pra ladrilhar a rua da minha solidão. Nossa, falta-me intensidade! 


Se tu viesses amanhã 

Não. Se eu fosse diferente do que sou,
Talvez tu não me amasses.
Se eu fosse mais capaz, seu eu fosse mais amável.
Ah, se eu fosse mais agradável, talvez tu não me amasses,
Mas talvez houvesse a possibilidade de “nós dois.”
Se eu fosse diferente do que sou,
Se eu não fosse tão soberbo, se eu não fosse tão inseguro.
Se eu não me afastasse tanto, nesse querer-te insano.
Ah, se eu fosse normal, se eu não tivesse medo do escuro.
Se eu fosse mais capaz.
Talvez tu não me amasses.
Mas eu poderia sonhar em ter-te em meus braços.
Ah, se eu fosse mais útil, mas nem mesmo para mim sirvo.
A se eu fosse mais sagaz, se eu vivesse a vida como um leão,
Enfrentando, buscando, como tantos...
Mas Sou um louco, um sonhador...
Um plebeu que se acha Rei.
Que rei não possui um reino?
Se ao menos eu tivesse um castelo  de nuvens brancas
Desses que  permeia a imaginação de uma criança.
Mas não, eu não tenho mais imaginação,
Eu não faço mais poesia! Ao menos não que se leia sem ter náuseas.
- Veja o que fizeste ao ir embora, tornou-me vazio.
Essas ignomínias que escrevo, sem brilho,
Sem rimas, não passa da tua falta em mim.
- Culpo a ti por esse rubro inferno que vivo.   
Ah, se eu fosse diferente do que sou,
Talvez tu não me amasses talvez não se importasse,
Logo, alimentaríamos aquela possibilidade de nós dois.
Mas eu sou eu, diferente de mim, só o outro que tu amas. 

Samuel Ivani 

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