domingo, 19 de julho de 2015

Ventos da tarde filha...

Pai e filha Gustave Caillebott


- Senta-te que ainda não terminei!
Nesse teu início, pensas tu que sabes o que é melhor para ti, é natural.
A gente pensa que se temos asas, temos mais é que usá-las,
Não importa se não sabemos pra onde vamos.
Deixa eu te dizer que, às vezes, 
o fato de podermos ir para todas as direções,
demonstra apenas que não temos critérios ao escolher.
Logo, qualquer caminho que escolhermos, será sempre o mais árduo.
É melhor esperar!
Nem sempre abraçar as todas as oportunidades é bom.
Não chore! 
O tempo afunilará as opções.
-Aonde vais? Senta-te!
É preciso que tu compreendas que o amor,
Essa coisa que nos tira as necessidades,
Ele se repete um milhão de vezes na nossa vida,
ou reaparece, não importa. 
Sejas sábia. Ame, exageradamente, e tenha cautela apenas em receber amor.
Nem sempre o que o nosso amor julga como sendo amor, é verdadeiro.
O coração tem dessas artimanhas.
Julgue amor aquele sentimento sem cobranças,
Que suporta a ausência, que ama a presença,
E principalmente, que não te faz ser outra pessoa.
Quando um sentimento a obrigar a agir diferente de quem tu  és não é real.
Um dia, muito tarde, notarás que o outro amou um personagem de ti e,
tudo acabará em infelicidade.
Mas escute bem, não existe conselho que sirva para o amor. 
Por isso digo-te agora:
Ame, mas sejas sábia, não para fazer uma boa escolha,
Mas para construir um amor que suporte!
Qualquer coisa que for além de tuas forças, julgue insanidade.
- Bobagem! Tudo bobagem, eu sei!
Mas acalma-te, ainda há muito que falar!
Mas não agora! Apenas saiba,
que quando necessitares de um abraço,
o encontrará nesse velho rabugento que te deu asas.
Ofereço as asas, mas só depende de ti aprender a voar.   
Apenas tenha como certo que, após a última corrente de vento,
ainda há tantas por passar.
Amo-te!  







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